BioLinker impulsiona biotecnologia nacional com proteínas recombinantes sob demanda
Startup de biologia sintética registra crescimento de 66% ao ano e mira R$ 26 mi em rodada seed para expandir produção a até 2 mil proteínas em 2026

Startup de biologia sintética registra crescimento de 66% ao ano e mira R$ 26 mi em rodada seed para expandir produção a até 2 mil proteínas em 2026
A BioLinker, fundada em 2018 por Mona Oliveira, vem consolidando um modelo inovador de produção de proteínas recombinantes sob demanda, com crescimento médio de 66% ao ano desde sua criação. Com atuação em múltiplos setores, desde fármacos, vacinas e diagnósticos até cosméticos e conservação de alimentos, a startup registrou receita prevista de R$ 2 milhões para 2025, mirando crescer ainda mais até 2026.
Construída sobre a plataforma proprietária “Sol”, a BioLinker integra inteligência artificial, sistemas de expressão celular e livre de células, técnicas de exibição molecular e purificação otimizada. Todo o processo é customizado conforme a necessidade de cada cliente, conforme informações da empresa. A empresa, incubada no Cietec (USP) e sediada em Cotia (SP), já produziu mais de 200 proteínas, com objetivo de atingir de 1.000 a 2.000 proteínas em 2026.
A jornada da BioLinker começou na Eslovênia, onde Mona desenvolvia seu doutorado em nanotecnologia pelo programa Ciência sem Fronteiras, e ao retornar ao Brasil recebeu investimento inicial de US$ 100 mil de uma aceleradora irlandesa. Desde então, a biotech captou R$ 8 milhões em recursos públicos (Finep, Fapesp), acelerações da Ambev e Bauducco, além de capital privado, incluindo aporte do então CEO do iFood .
Agora, a empresa está em um importante momento de expansão e captação de recursos. Com valuation estimado em US$ 25 milhões (R$ 139 milhões), busca uma rodada seed de R$ 26 milhões junto ao BNDES e fundos internacionais como o Next Sequence VC. O objetivo é ampliar a operação fabril com automação, escalando produção e destinando o portfolio a nichos específicos com maior demanda.
Apesar dos desafios, como a dificuldade de atrair investidores para ciência, a BioLinker comprova a viabilidade do modelo no Brasil. Em breve, a empresa deverá participar do evento Brazil at Silicon Valley 2025, reforçando seu posicionamento na fronteira da biotecnologia nacional.
Gustavo Fleming Martins
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