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Workaholic x Lovework

Por Marco Marcelino··3 min de leitura

Tenho certeza absoluta que em algum momento de sua vida você já passou pela situação de estar se relacionando com alguém muito legal, mas que não preenche todos os seus vazios. E a desculpa é: mas é uma pessoa muito digna, é legalzinho, bonito, é tão querido, é raro de se encontrar, é rico, tem muitos valores internos... E aí?

Você consegue se ver para o resto da vida ao lado dela sem que a sua vida não tenha um vazio? Quer fazer um teste? Pergunte para uma mulher se ela ama o seu homem. As que amam, não vão titubear em dizer que sim, sem pensar, porque não passa pela cabeça delas algo diferente. As que não têm certeza vão titubear, ou procurar desculpas infundadas para justificar seus sentimentos. Ainda que as mulheres sejam algumas vezes mais dissimuladas (em geral) que os homens, nesta hora elas conseguem ser os seres mais transparentes do universo. O que não podemos deixar acontecer é que este sentimento o sufoque a ponto de ser destrutivo.

Dadas as devidas proporções, o mesmo acontece no trabalho. Os workaholics são pessoas que trabalham muito e são viciadas nisso. Aqueles que transferem tudo o que tem na vida para o trabalho e se afundam nele. Geralmente o realizam como mecanismo de fuga. E há uma infinidade de profissionais workaholics bem-sucedidos, o que é perfeitamente explicável se nos lembrarmos da explicação das dez mil horas de Malcolm Gladwell. Mas, e o quanto isso é saudável? Em geral, são pessoas que focam só naquilo e acabam deixando outros gaps em suas vidas: às vezes na vida familiar, outras no lado social, cônjuge, ou ainda no quesito acadêmico. Não são necessariamente pessoas desequilibradas, mas que em algum momento sentem o desequilíbrio de suas vidas por colocarem todos os pratos da sua balança de um único lado. Em algum momento, suas vidas serão afetadas por isso, ainda que você não acredite nesta possibilidade, considere -a, por favor. Já os loveworkers são pessoas que amam o trabalho, mas que não sacrificam outras esferas de sua vida em função dele. São amantes do trabalho, mas não escravos dele. É como dizer que é preciso gostar do que faz para poder fazer o que gosta. Os loveworkers são mais leves que os workaholics e, na maioria das vezes, mais felizes também, ainda que não se comprove ou que tenhamos um bom comparativo da taxa de sucesso entre ambos no mercado de trabalho.

Se você fala com orgulho que é workaholic, comece a pensar que as pessoas num futuro próximo, poderão começar a olhar para você de uma maneira estranha. Já não é mais orgulho dizer que é viciado em trabalho. Este foi um vício adquirido na década de 90, e tal qual o cigarro era legal na década de 70, hoje já pode ser considerado algo que poderia ser totalmente desprezível por grande parte da população.

Agora que você já sabe a diferença, pode descobrir se está mais para workaholic, lovework, ou nenhum dos dois. Uma coisa é fato, o lovework tem muito mais chance de sucesso do que o workaholic. Lembre-se: o dinheiro não é consequência de horas de trabalho, mas de produtividade efetiva.

 

Por Alessandra Assad

Autor

Marco Marcelino

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