Artigos

CONTRATEI O CLAUDINHO

Claudinho. É o nome popular que o mercado brasileiro deu ao Claude, a inteligência artificial da Anthropic. E se já tem apelido, é porque já entrou na rotina de muita gente.

Por Fabio Madia··3 min de leitura
CONTRATEI O CLAUDINHO

"O MAIOR PERIGO NOS MOMENTOS DE TURBULÊNCIA NÃO É A TURBULÊNCIA EM SI. É AGIR COM A LÓGICA DE ONTEM." PETER DRUCKER

Claudinho. É o nome popular que o mercado brasileiro deu ao Claude, a inteligência artificial da Anthropic. E se já tem apelido, é porque já entrou na rotina de muita gente.

Nas minhas conversas com empresários de pequenas e médias empresas, uma coisa me chama atenção há meses: quem já está usando IA no dia a dia quase não fala sobre isso. Simplesmente usa. Quem não está usando ainda, em geral, está num dos dois campos, ou acha que é coisa para empresa grande, ou está esperando a poeira baixar para entender o que realmente importa. Essa segunda turma me preocupa. Não porque esteja errada sobre a complexidade do tema. A IA é complexa mesmo, e há muito barulho por aí. O problema é que, enquanto a poeira baixa, o tempo passa. E tempo, para uma PME, é o recurso mais caro que existe.

Tenho um ponto de vista que carrego faz algum tempo e que não acho que vai mudar: chamar isso de Inteligência Artificial é um erro de enquadramento. Artificial sugere substituto, sugere ameaça, sugere a máquina no lugar do humano. Não é isso que está acontecendo para quem usa bem. O que está acontecendo é ampliação. Um empresário competente com as ferramentas certas faz o que antes precisaria de uma equipe. Um time pequeno bem instrumentado entrega o que antes só time grande conseguia. Por isso prefiro Inteligência Aumentada, porque é o que ela é, na prática.

E a prática hoje tem endereço. Tem nome. Tem produto instalado e funcionando.

Posso falar com convicção sobre isso porque há 90 dias migrei tudo, absolutamente tudo, do chat para o ecossistema completo do Claude. Consultor, mentor, CMO as a Service, empresário. Todas as minhas frentes de trabalho. Foi a decisão com maior impacto positivo que tomei na minha vida profissional em muito, muito tempo. Não é exagero. É o que acontece quando a ferramenta certa encontra o uso certo.

O Claude, na sua versão completa, é um ecossistema. O Cowork é um agente que trabalha dentro do seu computador, lê seus arquivos, cruza informações, produz documentos, agenda tarefas para rodar automaticamente toda manhã. Não é um chat. É delegação real. Os Projetos separam o contexto de cada cliente, cada frente de trabalho, sem misturar nada. As Skills ensinam o sistema a operar do seu jeito, o seu formato de proposta, o seu processo de briefing, o seu relatório mensal. Os Plugins distribuem isso para toda a equipe de uma vez. Os Connectors ligam ao e-mail, ao calendário, ao CRM, às planilhas, não para sugerir, para agir. Os Artifacts entregam dashboards que se atualizam com seus dados em tempo real. O Claude Design, lançado há poucas semanas com o Canva, vai de um briefing a uma peça visual editável em minutos. E o Claude Code está reduzindo o custo de desenvolvimento de sistemas internos a uma fração do que era há dois anos

Cada uma dessas ferramentas resolve uma camada diferente do dia a dia de quem toca uma PME. Não em teoria, agora, disponível, para qualquer empresa disposta a aprender.

O debate sobre humanos versus máquinas eu deixo para o painel do evento. Ele vai continuar existindo, vai ter gente aplaudindo dos dois lados, vai render muita visualização. Mas não vai ajudar ninguém a fechar o mês.

O que me parece mais útil é fazer a pergunta prática: o que na sua operação hoje está demorando mais do que deveria, custando mais do que precisa ou dependendo de você quando não precisava? Quem já fez essa pergunta e foi atrás da resposta sabe do que estou falando. Ainda não fez? Talvez seja hora.

Se quiser o contato do Claudinho, me avise que eu te passo.

Autor

Fabio Madia

Relacionados

Artigos

O preço invisível da energia

Há uma ilusão perigosa nos debates econômicos. A de que energia elétrica é apenas mais uma conta a ser paga no fim do mês. Não é.

Por Gustavo Fleming Martins
Artigos

Aprendizagem organizacional como vantagem competitiva

Está cada vez mais evidente que a vantagem competitiva dos negócios em 2026 mudou de lugar. Não está mais em quem tem a melhor tecnologia, o melhor produto, o melhor preço. Está em quem consegue evoluir mais rápido que o próprio contexto. O desafio agora é traduzir essa intuição em prática nos negócios e a tradução exige uma definição mais precisa do que estamos chamando de aprendizagem organizacional.

Por Andrea Dietrich
Artigos

Agilidade não é mais diferencial

Quando você reúne marketing, branding, comportamento humano, produção e cadeia de suprimentos na mesma mesa, algo inevitável acontece: as narrativas se cruzam. E, quando isso acontece, padrões emergem. O que ficou evidente ali não foi uma tendência isolada. Foi um novo modelo operacional.

Por Eduardo Cristian