OpenAI expande atuação com aquisição de US$ 6,5 bilhões
A OpenAI anunciou a aquisição da iO Products, startup de hardware com foco em dispositivos de inteligência artificial, por aproximadamente US$ 6,5 bilhões em ações. A empresa, cofundada por Jonathan Ive — ex-chefe de design da Apple responsável pelo iPhone e iPad —, será incorporada às operações da OpenAI em São Francisco, reforçando a estratégia da companhia em acelerar a convergência entre software de IA e hardware proprietário.

A OpenAI anunciou a aquisição da iO Products, startup de hardware com foco em dispositivos de inteligência artificial, por aproximadamente US$ 6,5 bilhões em ações. A empresa, cofundada por Jonathan Ive — ex-chefe de design da Apple responsável pelo iPhone e iPad —, será incorporada às operações da OpenAI em São Francisco, reforçando a estratégia da companhia em acelerar a convergência entre software de IA e hardware proprietário.
A aquisição representa o maior movimento de M&A da história da OpenAI e ocorre semanas após a compra da Windsurf, desenvolvedora de soluções para programadores baseadas em IA, por US$ 3 bilhões. Ambos os negócios foram viabilizados após um aporte recente de US$ 40 bilhões liderado pelo SoftBank, que posiciona a OpenAI como uma das empresas com maior liquidez para expansão agressiva no setor.
Com o time da iO Products — que inclui nomes como Evans Hankey e Tang Tan, ambos ex-executivos da Apple —, a OpenAI busca acelerar o desenvolvimento de uma nova linha de dispositivos de inteligência artificial. A estratégia segue uma tendência de verticalização, semelhante ao que Apple, Amazon e Google já executam com suas linhas de dispositivos integrados (como iPhone, Echo e Pixel). O objetivo é reduzir a dependência de terceiros na entrega de experiências de IA e aumentar o controle sobre interface, desempenho e coleta de dados.
O movimento também se insere num contexto mais amplo de crescimento do mercado global de hardware embarcado com IA, estimado em US$ 83 bilhões até 2027, segundo a Statista. A aposta da OpenAI é capturar parte relevante desse mercado combinando software proprietário (como o ChatGPT) com dispositivos próprios, criando um ecossistema fechado que favoreça a retenção e a monetização recorrente. Em paralelo, a companhia mantém investimentos em áreas complementares, como o aporte realizado em dezembro de 2024 na Physical Intelligence, startup de robótica com sede em São Francisco.
Desde o início de 2023, a OpenAI vem operando com receita anualizada estimada em US$ 2 bilhões, com projeção de crescimento acima de 150% até o final de 2025. A expectativa de investidores é que a empresa utilize o modelo de aquisições para ampliar suas linhas de receita e diversificar produtos além da API do ChatGPT. A entrada no setor de hardware consolida essa direção e fortalece a capacidade de diferenciação da marca no longo prazo.
Gustavo Fleming Martins
Relacionados
Negócios|Produtos e NovidadesApple investe US$ 500 mi em MP Materials para garantir imãs de terras raras para iPhones
A Apple anunciou nesta terça-feira (16/07/2025) um investimento de US$ 500 milhões na MP Materials, a única produtora integrada de terras raras dos EUA, focado em adquirir ímãs de neodímio-manâncio-boro fabricados no país, especialmente em uma planta em Fort Worth, Texas.
Negócios|Produtos e NovidadesWanderlei Silva Lança Vinho
Não era só um lançamento. Era um cruzamento inusitado entre o Alentejo e o octógono, entre a delicadeza da colheita e a brutalidade do combate. Era o nascimento do Venum Wine, uma ideia que fermentou por dois anos, atravessou oceanos, uniu castas e campeões.
Negócios|Produtos e NovidadesCimed acelera expansão com spin-off de consumo e mira R$ 10 bilhões em receita até 2029
A farmacêutica brasileira Cimed está avaliando a cisão de sua divisão de consumo em uma estrutura independente, estratégia que marca a consolidação de sua ambição de se tornar uma "P&G brasileira". O movimento ocorre após o aporte do GIC, Fundo Soberano de Cingapura, que adquiriu participação minoritária em uma transação 100% primária. A divisão de produtos não medicamentosos — que inclui vitaminas, energéticos, sex toys, perfumes e a linha Carmed — já representa 40% da receita da companhia, que somou R$ 2,6 bilhões em 2024.
