Inteligência climática atrai R$ 7,5 milhões e mira expansão internacional com foco em riscos operacionais
A i4sea, startup baiana especializada em inteligência climática, anunciou a captação de uma rodada Seed no valor de R$ 7,5 milhões. O investimento foi liderado pelo Fundo Govtech — gerido por KPTL e Cedro Capital — e contou com a participação da Polaris Investimentos. Fundada em 2016, a empresa teve origem no setor portuário, mas atualmente atende também mercados como energia renovável, agro e engenharia civil, setores diretamente impactados por variáveis climáticas.

A i4sea, startup baiana especializada em inteligência climática, anunciou a captação de uma rodada Seed no valor de R$ 7,5 milhões. O investimento foi liderado pelo Fundo Govtech — gerido por KPTL e Cedro Capital — e contou com a participação da Polaris Investimentos. Fundada em 2016, a empresa teve origem no setor portuário, mas atualmente atende também mercados como energia renovável, agro e engenharia civil, setores diretamente impactados por variáveis climáticas.
O core da operação está na plataforma i4cast, que combina inteligência artificial, modelagem matemática e décadas de dados públicos e proprietários para gerar previsões hiperlocais com até 90 dias de antecedência. O sistema oferece informações operacionais críticas para tomada de decisão em ambientes de risco climático, com aplicação tanto em previsões de curto prazo quanto em cenários estratégicos de longo prazo.
Desde sua reformulação em 2020, a i4sea passou a atuar como uma fornecedora de dados operacionais para empresas com atividades dependentes do clima. A solução vem sendo utilizada, inclusive de forma pro bono, pela Capitania dos Portos de Salvador, fornecendo janelas seguras e alertas para a navegação na Baía de Todos os Santos — uma iniciativa com impacto direto na prevenção de acidentes e na eficiência logística da região.
A rodada ocorre em um momento de aceleração dos investimentos em tecnologias climáticas. Segundo dados da PwC, o mercado global de climate tech ultrapassou US$ 70 bilhões em aportes nos últimos anos, com destaque crescente para soluções que vão além da mitigação e atuam diretamente na adaptação às mudanças em curso. No Brasil, soluções operacionais baseadas em dados — como as da i4sea — ganham espaço à medida que grandes players do setor portuário, de energia e do agronegócio enfrentam impactos mais frequentes e severos de eventos extremos.
Com o novo capital, a i4sea projeta escalar a infraestrutura da i4cast, ampliar a base de clientes e acelerar a entrada em mercados emergentes. O objetivo estratégico é expandir a atuação internacional da empresa, com foco em países com operações críticas expostas ao risco climático, reforçando a posição do Brasil no mapa global de inovação em dados ambientais.
Gustavo Fleming Martins
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