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Suzano testa inteligência artificial na produção de celulose e reduz em 30% o tempo de resposta operacional

A Suzano, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, iniciou em 2024 a aplicação de uma inteligência artificial generativa na unidade industrial de Três Lagoas (MS), uma das maiores plantas do setor global. Nomeada Ana MarIA, a ferramenta opera diretamente no Microsoft Teams e foi integrada ao processo de cozimento de celulose — etapa responsável por até 70% dos custos de fabricação do papel.

Por Gustavo Fleming Martins··2 min de leitura
Suzano testa inteligência artificial na produção de celulose e reduz em 30% o tempo de resposta operacional

A Suzano, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, iniciou em 2024 a aplicação de uma inteligência artificial generativa na unidade industrial de Três Lagoas (MS), uma das maiores plantas do setor global. Nomeada Ana MarIA, a ferramenta opera diretamente no Microsoft Teams e foi integrada ao processo de cozimento de celulose — etapa responsável por até 70% dos custos de fabricação do papel.

A IA foi desenvolvida em parceria com a Microsoft e roda via plataforma Azure. Ela realiza a leitura contínua dos sensores instalados nos equipamentos da linha de produção e cruza esses dados com especificações técnicas de cada máquina. A partir disso, antecipa falhas e fornece diagnósticos e recomendações em tempo real aos operadores.

A companhia registrou uma redução de até 30% no tempo médio para resolução de falhas operacionais após a adoção da Ana MarIA. Segundo dados da empresa, o modelo probabilístico atinge um índice de assertividade superior a 90%. Isso equivale a uma melhoria significativa na eficiência de uma área que concentra entre 60% e 70% dos custos industriais da companhia.

A linha de cozimento da unidade de Três Lagoas é uma das mais críticas da operação. A planta tem capacidade instalada superior a 3 milhões de toneladas anuais de celulose, sendo um dos principais ativos exportadores da Suzano. A eficiência nesse ponto tem impacto direto sobre o custo por tonelada e, consequentemente, na competitividade internacional da empresa.

O uso da inteligência artificial também está inserido na estratégia da companhia de automatizar progressivamente suas plantas industriais. A meta da Suzano é desenvolver modelos que sustentem a operação de fábricas com autonomia analítica, reduzindo dependência de grandes times de engenharia para tomada de decisão em campo.

Entre os desafios apontados pela liderança de tecnologia da Suzano está a aceitação interna da IA. Para contornar a resistência inicial, a ferramenta foi programada para indicar a fonte de cada informação e justificar recomendações com base em dados operacionais históricos e manuais técnicos. A iniciativa já resultou em aumento da adesão entre os operadores.

O plano da Suzano é expandir a aplicação da Ana MarIA para outras unidades produtivas a partir de 2025, à medida que o modelo for treinado para diferentes perfis de operação e equipamentos.

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Gustavo Fleming Martins

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