Iguatemi vende ativos por R$ 500 milhões e ajusta portfólio após aquisições de R$ 2,6 bilhões
O Iguatemi Empresa de Shopping Centers anunciou a venda de 49% de sua participação nos shoppings Market Place (SP) e Galleria (Campinas) por R$ 500 milhões. A operação integra a estratégia de renovação de portfólio após a aquisição, por R$ 2,6 bilhões, de fatias no Pátio Higienópolis e no Pátio Paulista, anunciada em dezembro. O objetivo do grupo é concentrar os investimentos em ativos com maior potencial de valorização em mercados considerados estratégicos.

O Iguatemi Empresa de Shopping Centers anunciou a venda de 49% de sua participação nos shoppings Market Place (SP) e Galleria (Campinas) por R$ 500 milhões. A operação integra a estratégia de renovação de portfólio após a aquisição, por R$ 2,6 bilhões, de fatias no Pátio Higienópolis e no Pátio Paulista, anunciada em dezembro. O objetivo do grupo é concentrar os investimentos em ativos com maior potencial de valorização em mercados considerados estratégicos.
Do total negociado, R$ 290 milhões serão pagos na data de fechamento, R$ 20 milhões em dezembro de 2025, e o restante, R$ 190 milhões, será quitado em três parcelas até 2028. Além da transação, o Iguatemi também cedeu 24% de um futuro empreendimento residencial multifamily no Complexo Market Place e 16,7% de um empreendimento comercial no Complexo Galleria, com previsão de conclusão para 2029.
A venda contribui para a meta de alavancagem financeira da companhia, estipulada em duas vezes o EBITDA até o fim de 2025. Segundo o guidance divulgado, o Iguatemi precisava atingir R$ 300 milhões em desinvestimentos neste ano para alcançar esse objetivo. Com a transação atual, o montante superado fortalece a posição financeira do grupo após as aquisições recentes.
O mercado reagiu positivamente. As ações da empresa subiram 3% no pregão da tarde de 14 de abril, sendo cotadas a R$ 19,57. O valor de mercado da companhia alcançou R$ 5,2 bilhões. Segundo relatório do Citi, o preço-alvo dos papéis pode chegar a R$ 30, o que representa um potencial de valorização de 36%. A projeção considera expansão da área bruta locável e um cap rate de longo prazo de 9,5%.
Analistas do Itaú BBA e do Citi avaliaram a transação como positiva, ressaltando que a operação melhora a estrutura de capital sem comprometer a presença da empresa em ativos de alta performance. Os riscos projetados envolvem variáveis macroeconômicas como taxa de emprego, renda real, desempenho do varejo, inadimplência e vacância.
Com essas movimentações, o Iguatemi reafirma sua estratégia de consolidar um portfólio mais rentável por metro quadrado, com foco em ativos de longo prazo e potencial de desenvolvimento imobiliário integrado a centros comerciais já estabelecidos.
Gustavo Fleming Martins
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