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Três gigantes assumem 54 lançamentos e movimentam US$ 13,5 bi até 2029

A Força Espacial dos Estados Unidos firmou contratos com três das principais companhias aeroespaciais privadas do país, totalizando US$ 13,5 bilhões em lançamentos de satélites até 2029. As empresas selecionadas — SpaceX, United Launch Alliance (ULA) e Blue Origin — executarão, ao todo, 54 missões previstas no programa de Lançamento Espacial de Segurança Nacional, considerado o mais relevante em termos de valor e complexidade no setor de defesa.

Por Gustavo Fleming Martins··2 min de leitura
Três gigantes assumem 54 lançamentos e movimentam US$ 13,5 bi até 2029

SpaceX, ULA e Blue Origin vencem nova fase de programa estratégico do Pentágono

A Força Espacial dos Estados Unidos firmou contratos com três das principais companhias aeroespaciais privadas do país, totalizando US$ 13,5 bilhões em lançamentos de satélites até 2029. As empresas selecionadas — SpaceX, United Launch Alliance (ULA) e Blue Origin — executarão, ao todo, 54 missões previstas no programa de Lançamento Espacial de Segurança Nacional, considerado o mais relevante em termos de valor e complexidade no setor de defesa.

A SpaceX foi responsável pela maior fatia contratual, com US$ 5,9 bilhões por 28 lançamentos. A ULA, consórcio formado por Boeing e Lockheed Martin, garantiu 19 missões pelo valor de US$ 5,3 bilhões. A Blue Origin, que estreou seu foguete New Glenn em janeiro, assegurou sete lançamentos e um contrato de US$ 2,3 bilhões. Juntas, as empresas fornecerão soluções de envio orbital para satélites militares de alta sensibilidade, em trajetórias técnicas e exigentes.

Este novo ciclo, conhecido como Fase 3 do programa e estruturado em dois níveis, destina-se à trilha Lane 2 — a categoria de missões mais caras e tecnicamente sofisticadas do Pentágono, com perfis orbitais variados e alto nível de sigilo. O Escritório de Sistemas Espaciais, órgão responsável pela gestão dos lançamentos, confirmou que a alocação de missões seguirá até o fim da década, com início imediato.

A SpaceX utilizará os veículos Falcon 9 e Falcon Heavy, este último composto por três núcleos acoplados. Reconhecida pela frequência de voos, a companhia liderada por Elon Musk acumula dezenas de operações militares nos últimos anos e tende a concentrar a maior parte das primeiras missões do novo programa. Sua estrutura de lançamentos contínuos a posiciona como operadora dominante frente às concorrentes.

A ULA, por sua vez, conta com o foguete Vulcan, aprovado recentemente pelo Pentágono após análise de falhas identificadas em seus motores sólidos. A certificação obtida neste mês libera a empresa para missões de segurança nacional. Seus dois lançamentos em 2024 contribuíram para o cumprimento dos requisitos técnicos impostos pelo Departamento de Defesa.

A Blue Origin, comandada por Jeff Bezos, entrou no programa mesmo com um histórico operacional mais limitado. O voo inaugural do New Glenn, realizado em janeiro, marcou a entrada da empresa em lançamentos orbitais pesados. A decisão de incluí-la no contrato reflete uma estratégia do governo em diversificar fornecedores e reduzir riscos logísticos futuros.

Com esses contratos, o Departamento de Defesa consolida uma nova fase de parcerias com o setor privado, priorizando empresas que demonstram capacidade de entrega sob critérios de alta exigência técnica. O volume financeiro movimentado reforça o papel estratégico da indústria espacial no aparato de segurança nacional dos Estados Unidos.

Autor

Gustavo Fleming Martins

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