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Vibra reduz R$ 900 milhões em estoque com uso de inteligência artificial

A Vibra Energia reestruturou sua cadeia de suprimentos com a adoção de inteligência artificial preditiva, alcançando uma redução de R$ 900 milhões nos estoques no segundo trimestre de 2024. A ferramenta utiliza algoritmos de machine learning que integram dados operacionais, vendas e tendências regionais, permitindo previsões mais precisas da demanda e melhorando o equilíbrio entre oferta e necessidade de reposição. O modelo passou a operar como base para decisões automatizadas em tempo real, diminuindo perdas por excesso de armazenagem e faltas de produto.

Por Gustavo Fleming Martins··2 min de leitura
Vibra reduz R$ 900 milhões em estoque com uso de inteligência artificial

Distribuidora de energia automatiza decisões e acelera resposta ao mercado

A Vibra Energia reestruturou sua cadeia de suprimentos com a adoção de inteligência artificial preditiva, alcançando uma redução de R$ 900 milhões nos estoques no segundo trimestre de 2024. A ferramenta utiliza algoritmos de machine learning que integram dados operacionais, vendas e tendências regionais, permitindo previsões mais precisas da demanda e melhorando o equilíbrio entre oferta e necessidade de reposição. O modelo passou a operar como base para decisões automatizadas em tempo real, diminuindo perdas por excesso de armazenagem e faltas de produto.

O sistema foi implementado em 2023 como parte de uma estratégia tecnológica mais ampla da distribuidora, que também inclui algoritmos de precificação regionalizada, manutenção preditiva em oleodutos com sensores e melhorias no atendimento ao cliente. O ganho direto da ferramenta foi o ajuste fino dos níveis de abastecimento, reduzindo a exposição a variações nos preços das commodities e a oscilações climáticas, fatores frequentes no setor de distribuição de combustíveis e energia no Brasil.

Segundo Aspen Andersen, vice-presidente de Gente, Tecnologia e ESG da companhia, a tecnologia não apenas impactou o caixa com a redução dos estoques, mas também aumentou a capacidade de reação da empresa. Com relatórios automáticos e atualizados continuamente, a alocação de recursos passou a ser feita em poucas horas. Esse tempo era antes medido em dias.

Além das aplicações logísticas e operacionais, a inteligência artificial foi integrada a processos internos, como aceleração no desenvolvimento de sistemas, monitoramento da infraestrutura de TI e migração do sistema de gestão empresarial (ERP). A companhia afirma que a adoção da IA exige mais do que software: envolve mudanças organizacionais. Para suportar essa transformação, será lançada em maio a Academia de IA, um programa de capacitação para formar colaboradores nos fundamentos, aplicações e limites da tecnologia.

A iniciativa terá trilhas específicas por nível hierárquico e área de atuação, e será usada como base para ampliar o uso consciente de soluções baseadas em dados. Com a implantação da IA em múltiplas frentes, a Vibra se posiciona para operar de forma mais enxuta em um setor marcado por pressões de margem, instabilidade logística e exigência crescente por respostas rápidas ao comportamento de mercado.

Autor

Gustavo Fleming Martins

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