InovaçãoInteligência ArtificialNegóciosProdutos e Novidades>Tecnologia

Ação da CBA ganha força com projeção de retorno financeiro acima da média

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), controlada pelo Grupo Votorantim, voltou ao radar de investidores institucionais após uma nova rodada de recomendações de compra por parte dos grandes bancos. O BTG Pactual se juntou ao Itaú BBA na elevação do status da empresa, citando melhora significativa no perfil financeiro e nas operações. O movimento ocorre em meio à valorização acumulada de 9,51% das ações em 2025, o que levou o valor de mercado da companhia para R$ 3,2 bilhões.

Por Gustavo Fleming Martins··2 min de leitura
Ação da CBA ganha força com projeção de retorno financeiro acima da média

Perspectiva de valorização e menor endividamento reforçam atratividade

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), controlada pelo Grupo Votorantim, voltou ao radar de investidores institucionais após uma nova rodada de recomendações de compra por parte dos grandes bancos. O BTG Pactual se juntou ao Itaú BBA na elevação do status da empresa, citando melhora significativa no perfil financeiro e nas operações. O movimento ocorre em meio à valorização acumulada de 9,51% das ações em 2025, o que levou o valor de mercado da companhia para R$ 3,2 bilhões.

A principal razão apontada para o novo posicionamento é a queda expressiva da alavancagem financeira. Em 2023, a relação entre dívida líquida e Ebitda da empresa era próxima de 10 vezes. Atualmente, está em 2,8 vezes, com projeção de encerrar o ano em 2 vezes. Esse rebalanceamento estrutural tem impacto direto sobre o valuation da CBA, que, segundo os analistas Leonardo Correa e Marcelo Arazi, do BTG Pactual, ainda não está devidamente precificado.

A recomendação de compra veio acompanhada da revisão do preço-alvo das ações, que passou de R$ 6,50 para R$ 8,00, o que representa um potencial de valorização de 67%. Na visão do BTG, a combinação entre menor endividamento, maior geração de caixa e estabilidade operacional sustenta a revisão positiva.

No campo operacional, a CBA superou os desafios enfrentados em 2023, como os problemas de fornecimento de coque e a queda do preço do alumínio, que girava em torno de US$ 2,2 mil por tonelada. Para este ano, há expectativa de elevação nos preços da commodity, impulsionada por restrições de produção na China e pelo crescimento da demanda ligada à transição energética. Estimativas apontam para uma cotação média de US$ 2.625 por tonelada em 2025 e de US$ 2.700 em 2026.

Além disso, o relatório destaca que a CBA apresenta o maior retorno sobre fluxo de caixa livre (FCF yield) da cobertura do BTG, com 14%, enquanto o restante das empresas analisadas registra entre 10% e 12%. Esse índice é considerado um dos principais indicadores de atratividade financeira para o investidor.

O Itaú BBA, que havia rebaixado a recomendação para neutra em fevereiro, também reviu sua análise após os sinais de recuperação. A equipe formada por Edgard Pinto de Souza, Daniel Sasson, Marcelo Palhares e Bárbara Soares elevou o preço-alvo de R$ 6,50 para R$ 7,00, considerando um Ebitda projetado de R$ 1,6 bilhão para 2025. O novo cenário embute uma alta de 11% sobre a estimativa anterior, com geração robusta de caixa projetada em 13%.

As ações da CBA são atualmente negociadas a um múltiplo EV/Ebitda de 4,5 vezes, abaixo do intervalo entre 5,5 e 6,0 vezes considerado justo pelos analistas. Esse descompasso entre preço de mercado e fundamentos reforça a percepção de oportunidade entre os investidores.

Autor

Gustavo Fleming Martins

Relacionados

InovaçãoInteligência ArtificialNegóciosProdutos e Novidades>Tecnologia

Como a Temu encurta a distância para o topo

O e-commerce no Brasil não é um ringue de dois. É uma corrida com pelotão denso e pista longa. O Mercado Livre lidera com 13% de participação. A Shopee vem logo atrás com 9,4%. E a Temu, recém-chegada, já cravou 6,8% e ocupa o terceiro lugar. Em seguida aparecem Americanas com 3,8%, Shein com 3,8%, Samsung com 3,4%, iFood com 2,7%, AliExpress com 2,4% e Magalu também com 2,4%.

Por Marco Marcelino
InovaçãoInteligência ArtificialNegóciosProdutos e Novidades>Tecnologia

Volkswagen defende produção local e anuncia R$ 16 bilhões em investimentos no Brasil até 2028

A Volkswagen do Brasil está ampliando sua aposta na produção nacional como pilar de competitividade, inovação e geração de valor. Com investimento de R$ 20 bilhões programado para a América do Sul até 2028, sendo R$ 16 bilhões destinados exclusivamente ao Brasil, a montadora reforça sua estratégia de verticalização da cadeia automotiva local diante do avanço de montadoras chinesas e das discussões tarifárias em torno da importação de veículos elétricos. Apenas em 2025, a empresa projeta comprar R$ 26,3 bilhões em peças produzidas localmente, movimentando diretamente centenas de fornecedores brasileiros.

Por Gustavo Fleming Martins
InovaçãoInteligência ArtificialNegóciosProdutos e Novidades>Tecnologia

Spotify avança na diversificação de receitas enquanto lida com pressão de rentabilidade

O Spotify encerrou o último trimestre com 696 milhões de usuários ativos mensais, o que representa uma adição líquida de 23 milhões em relação ao trimestre anterior. Desses, 276 milhões são assinantes pagos, uma alta de 11% ano contra ano. A expansão do modelo premium contribuiu diretamente para os € 4,2 bilhões de receita trimestral, mas não impediu o prejuízo líquido de € 86 milhões no período, atribuído principalmente a despesas com marketing e estrutura operacional. A empresa segue investindo agressivamente em aquisição de usuários e ampliação de portfólio, mesmo diante da recente queda de 11% nas ações, a pior performance diária dos últimos dois anos.

Por Gustavo Fleming Martins