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TotalEnergies avalia importação de hidrogênio verde do Brasil para a Europa

A TotalEnergies estuda importar hidrogênio verde de um projeto desenvolvido pela Casa dos Ventos no nordeste do Brasil. O empreendimento, planejado para o Porto de Pecém, pode atingir 1,2 gigawatts de capacidade de eletrólise e produzir até 160 mil toneladas de hidrogênio verde por ano, além de 900 mil toneladas de amônia verde.

Por Gustavo Fleming Martins··2 min de leitura
TotalEnergies avalia importação de hidrogênio verde do Brasil para a Europa

Projeto da Casa dos Ventos pode alcançar 1,2 GW e gerar 160 mil toneladas anuais

A TotalEnergies estuda importar hidrogênio verde de um projeto desenvolvido pela Casa dos Ventos no nordeste do Brasil. O empreendimento, planejado para o Porto de Pecém, pode atingir 1,2 gigawatts de capacidade de eletrólise e produzir até 160 mil toneladas de hidrogênio verde por ano, além de 900 mil toneladas de amônia verde.

A empresa francesa, que detém 34% da unidade de geração de energia eólica e solar da Casa dos Ventos, considera também uma participação no projeto. Caso avance, o acordo pode contribuir para a substituição de 500 mil toneladas de hidrogênio cinza utilizado pela TotalEnergies em suas refinarias europeias até 2030.

O investimento estimado para o desenvolvimento das plantas de energia renovável e da unidade de produção de hidrogênio verde gira em torno de US$ 5 bilhões. O Brasil busca consolidar sua posição no mercado de hidrogênio de baixo carbono, com incentivos fiscais recém-aprovados e potencial para oferecer um dos custos mais baixos do mundo na produção dessa fonte de energia.

O Porto de Pecém pode se tornar um dos principais polos de exportação do combustível na América do Sul. Empresas como Fortescue também avaliam investimentos na região. A Casa dos Ventos prevê que uma decisão final sobre o projeto seja tomada até 2026, com início das operações em 2029.

A TotalEnergies já garantiu contratos para 130 mil toneladas de hidrogênio verde produzido na Europa e 70 mil toneladas provenientes da Arábia Saudita na forma de amônia verde. A planta saudita em Neom, orçada em US$ 8,4 bilhões, começará a operar em 2026 com capacidade de exportação de 1,2 milhão de toneladas anuais.

O setor enfrenta desafios técnicos e financeiros para viabilizar projetos em larga escala, mas a demanda crescente impulsionada por regulamentações ambientais na União Europeia e a redução de custos podem acelerar a implementação da nova matriz energética.

Autor

Gustavo Fleming Martins

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