E-agro expande crédito e prevê dobrar volume para R$ 4,8 bilhões em 2025

Plataforma digital do Bradesco cresce 380% e amplia oferta ao agronegócio
O E-agro, plataforma digital do Bradesco voltada ao agronegócio, originou R$ 2,4 bilhões em crédito em 2024, um crescimento de 380% em relação ao ano anterior. A maior parte das operações, 90%, foi realizada por meio de Cédulas de Produto Rural (CPRs), cujo volume aumentou 400% no período. A carteira agro expandida do Bradesco, que inclui diferentes modalidades de crédito para o setor, alcançou R$ 130 bilhões, alta de 13% em relação a 2023.
A plataforma registrou 52 mil clientes ativos e contou com a parceria de 100 empresas para a concessão de crédito. Entre os principais parceiros estão fornecedores de máquinas e insumos agrícolas, além de cooperativas. O crescimento do crédito digital no setor tem sido impulsionado pelo interesse dos produtores em soluções mais ágeis e sem necessidade de comparecimento a agências bancárias.
Para 2025, o E-agro projeta dobrar o volume de crédito concedido, chegando a R$ 4,8 bilhões. As CPRs devem continuar como principal modalidade, mas há expectativa de crescimento também no crédito rural tradicional, vinculado ao Plano Safra, cujas operações representaram 10% do total em 2024. A plataforma também planeja expandir sua atuação para produtores que operam como pessoa jurídica, ampliando o ticket médio das operações.
Outro fator que pode impulsionar a expansão é a oferta de taxas de juros mais competitivas, com redução de até um ponto percentual em relação ao mercado, devido ao menor custo operacional do E-agro. Além disso, o financiamento de máquinas agrícolas usadas, que representou 40% das operações do segmento em 2024, deve continuar sendo um diferencial diante das margens apertadas dos produtores.
O E-agro pretende consolidar-se como marketplace financeiro do agronegócio, ampliando parcerias com bancos, fintechs e cooperativas de crédito. A plataforma segue em crescimento, mantendo uma estratégia de análise conservadora de risco para enfrentar os desafios do setor.
Gustavo Fleming Martins
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