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Big Tech aposta na energia nuclear para sustentar avanços em IA

Por Gustavo Fleming Martins··2 min de leitura
Big Tech aposta na energia nuclear para sustentar avanços em IA

Google, Microsoft e Amazon firmam contratos para atender alta demanda energética

Empresas de tecnologia como Google, Microsoft e Amazon estão recorrendo à energia nuclear para alimentar seus data centers e sustentar o crescente consumo energético das aplicações de inteligência artificial (IA). Essa decisão reflete a pressão por soluções robustas e contínuas para atender à demanda de processamento intensivo.

O Google anunciou parceria com a Kairos Power para aquisição de energia de pequenos reatores nucleares modulares, com previsão de funcionamento do primeiro reator em 2030 e novos reatores até 2035. Já a Microsoft firmou acordo com a Constellation para reativar um reator na antiga usina de Three Mile Island, na Pensilvânia, local do mais grave acidente nuclear da história dos EUA. A Amazon, por sua vez, fechou contrato de US$ 500 milhões com a Dominion Energy para explorar a construção de um reator modular próximo à usina North Anna, na Virgínia.

Esses movimentos buscam atender à crescente demanda energética causada por modelos generativos de IA, como o ChatGPT. De acordo com a Agência Internacional de Energia, o consumo global de eletricidade por data centers e tecnologias emergentes deve passar de 460 TWh em 2022 para mais de 1.000 TWh até 2026.

Os data centers alimentam aplicações modernas de IA e computação em nuvem. Grandes provedores de infraestrutura, conhecidos como "hiperescala", como Amazon, Microsoft e Google, alugam servidores equipados com GPUs para desenvolvedores, respondendo ao aumento exponencial no uso de IA. Só o ChatGPT, da OpenAI, tinha 200 milhões de usuários ativos por semana em agosto de 2024, o dobro do registrado no final de 2023.

Embora a energia nuclear enfrente oposição de grupos ambientais devido a riscos e custos, ela é promovida por seus defensores como uma solução de baixo carbono e mais confiável do que fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica.

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Gustavo Fleming Martins

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