Big Tech aposta na energia nuclear para sustentar avanços em IA

Google, Microsoft e Amazon firmam contratos para atender alta demanda energética
Empresas de tecnologia como Google, Microsoft e Amazon estão recorrendo à energia nuclear para alimentar seus data centers e sustentar o crescente consumo energético das aplicações de inteligência artificial (IA). Essa decisão reflete a pressão por soluções robustas e contínuas para atender à demanda de processamento intensivo.
O Google anunciou parceria com a Kairos Power para aquisição de energia de pequenos reatores nucleares modulares, com previsão de funcionamento do primeiro reator em 2030 e novos reatores até 2035. Já a Microsoft firmou acordo com a Constellation para reativar um reator na antiga usina de Three Mile Island, na Pensilvânia, local do mais grave acidente nuclear da história dos EUA. A Amazon, por sua vez, fechou contrato de US$ 500 milhões com a Dominion Energy para explorar a construção de um reator modular próximo à usina North Anna, na Virgínia.
Esses movimentos buscam atender à crescente demanda energética causada por modelos generativos de IA, como o ChatGPT. De acordo com a Agência Internacional de Energia, o consumo global de eletricidade por data centers e tecnologias emergentes deve passar de 460 TWh em 2022 para mais de 1.000 TWh até 2026.
Os data centers alimentam aplicações modernas de IA e computação em nuvem. Grandes provedores de infraestrutura, conhecidos como "hiperescala", como Amazon, Microsoft e Google, alugam servidores equipados com GPUs para desenvolvedores, respondendo ao aumento exponencial no uso de IA. Só o ChatGPT, da OpenAI, tinha 200 milhões de usuários ativos por semana em agosto de 2024, o dobro do registrado no final de 2023.
Embora a energia nuclear enfrente oposição de grupos ambientais devido a riscos e custos, ela é promovida por seus defensores como uma solução de baixo carbono e mais confiável do que fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica.
Gustavo Fleming Martins
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