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‘Todas as experiências terão IA em cinco anos’, diz CEO global da Qualcomm

Por Gustavo Fleming Martins··1 min de leitura
‘Todas as experiências terão IA em cinco anos’, diz CEO global da Qualcomm

A Qualcomm, liderada pelo brasileiro Cristiano Amon, é uma gigante tecnológica com receita anual de US$ 37,3 bilhões, destacando-se como uma das maiores fabricantes de processadores no mundo. A empresa projeta que, em cinco anos, a inteligência artificial (IA) estará integrada a praticamente todas as interações humanas, impulsionando transformações em diversos setores, como dispositivos móveis, automotivo e industrial.

Amon aponta que a IA generativa, além de otimizar a comunicação entre humanos e máquinas, permitirá maior personalização a custos mais baixos. Um exemplo é a execução local de tarefas de IA em dispositivos como smartphones e notebooks, reduzindo a dependência da nuvem. Essa abordagem visa criar experiências interativas mais fluídas, incluindo edição de imagens, pesquisas contextuais e automação de tarefas cotidianas.

No mercado de games, a Qualcomm já adaptou mais de 1.200 títulos para sua plataforma Snapdragon, ampliando o desempenho em smartphones e dispositivos móveis dedicados. O setor automotivo também se beneficia, com US$ 45 bilhões em projetos que incluem soluções para direção assistida e entretenimento em carros elétricos.

O Brasil, por sua vez, desponta como um mercado estratégico para a empresa, com iniciativas focadas no agronegócio, energia e conectividade. A transição para aplicações industriais de internet das coisas (IoT) é uma das principais apostas para expandir operações locais, promovendo parcerias e novos investimentos.

A adoção de IA não enfrenta barreiras técnicas significativas, mas depende da criatividade dos desenvolvedores para escalar aplicativos que aproveitem a tecnologia. Amon reforça que o avanço nos próximos anos será determinado pela intensidade da adoção e pela capacidade de transformar mercados inteiros.

Autor

Gustavo Fleming Martins

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