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Google investe em energia nuclear para sustentar expansão da IA até 2035

Por Gustavo Fleming Martins··1 min de leitura
Google investe em energia nuclear para sustentar expansão da IA até 2035

Parceria com Kairos Power prevê fornecimento de 500 megawatts para data centers

O Google firmou um acordo para adquirir energia de pequenos reatores nucleares da Kairos Power, com o objetivo de alimentar seus data centers e projetos de inteligência artificial. O contrato envolve o fornecimento de 500 megawatts de energia, proveniente de seis a sete reatores, até 2035. A decisão alinha o Google com outras big techs, como Amazon e Microsoft, que também estão investindo em energia nuclear para suprir suas crescentes demandas energéticas.

A primeira unidade está prevista para entrar em operação até 2030, com o restante das instalações em andamento até 2035. Segundo estimativas do Goldman Sachs, a demanda por energia nos data centers dos EUA deve triplicar entre 2023 e 2030, alcançando 47 gigawatts de capacidade adicional. O Google vê a energia nuclear como uma solução para garantir fornecimento constante e de baixo custo, especialmente para aplicações críticas de inteligência artificial.

No entanto, o acordo depende de aprovações regulatórias da Comissão Reguladora Nuclear dos EUA (NRC) e outras agências locais. A Kairos Power já possui uma licença para um reator demonstrativo no Tennessee, mas ainda precisa obter permissões para os reatores adicionais previstos no contrato com o Google. O projeto envolve pequenos reatores modulares (SMRs), que são construídos em fábricas e reduzem custos de instalação, embora especialistas apontem desafios econômicos e de resíduos nucleares.

O mercado de energia nuclear tem ganhado espaço no setor de tecnologia, com a Microsoft firmando acordos semelhantes para alimentar suas operações com reatores nucleares desativados. A Amazon, por sua vez, já opera data centers movidos a energia nuclear por meio de uma parceria com a Talen Energy.

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Gustavo Fleming Martins

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