Negócios

Energia nuclear ganha espaço no avanço da inteligência artificial

Por Gustavo Fleming Martins··1 min de leitura
Energia nuclear ganha espaço no avanço da inteligência artificial

Gigantes da tecnologia adotam energia nuclear para suprir demanda crescente

A crescente demanda por recursos naturais para alimentar e refrigerar data centers e sistemas de inteligência artificial (IA) pressiona as gigantes de tecnologia a buscar alternativas energéticas. O uso intensivo de eletricidade e água tem sido um dos principais desafios enfrentados, e a energia nuclear surge como uma solução viável para garantir o fornecimento estável e atender às metas de baixa emissão de carbono do setor.

A previsão da Agência Internacional de Energia indica que a demanda global de eletricidade para data centers, IA e criptomoedas pode dobrar até 2026. Diante dessa perspectiva, a energia nuclear, reconhecida por sua constância e baixo impacto ambiental, se torna uma opção estratégica. Jonathan Hinze, presidente da UxC, destaca a adequação dessa fonte energética para manter a estabilidade das operações tecnológicas.

A Microsoft foi uma das primeiras empresas a adotar essa solução. A empresa fechou um contrato de 20 anos para adquirir energia da usina nuclear de Three Mile Island, inativa desde 1979, marcando o início de uma nova era no uso de energia nuclear por big techs. Segundo Joe Dominguez, CEO da Constellation, a energia nuclear é a única fonte capaz de fornecer a confiabilidade e a capacidade necessárias para atender à crescente demanda das empresas de tecnologia.

No entanto, desafios regulatórios e logísticos, como o reativamento de usinas "aposentadas" e o fornecimento de combustível nuclear, são obstáculos a serem superados. Kate Fowler, da Marsh, consultoria de riscos energéticos, ressalta que este é um caminho inexplorado, e as empresas podem enfrentar imprevistos ao longo do processo.

Autor

Gustavo Fleming Martins

Relacionados

Negócios

A maré que nos empurra para frente

Ben Goertzel revela no Web Summit por que a corrida rumo à AGI já começou. Uma visão clara sobre riscos, futuro e a criação de uma inteligência descentralizada.

Por Marco Marcelino