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Estratégias do Chief Data Officer da Mastercard para eliminar vieses de dados

Por Gustavo Fleming Martins··2 min de leitura
Estratégias do Chief Data Officer da Mastercard para eliminar vieses de dados

Chief Data Officer da Mastercard detalha métodos para garantir qualidade e precisão na análise de dados

Andrew Reiskind, Chief Data Officer da Mastercard, destacou a importância de identificar e eliminar vieses na análise de dados durante um evento em Nova York. Segundo Reiskind, a equipe trabalha intensivamente na criação de modelos de IA que atendam às exigências de precisão e transparência. Ele enfatiza que o processo envolve a avaliação constante dos dados utilizados pela empresa, localizando e eliminando a discriminação.

Com seis anos na Mastercard, Reiskind é responsável pela governança da inteligência artificial, garantindo a qualidade dos dados através de conceitos como "data readiness" e "data accuracy". Ele ressalta a necessidade de oferecer serviços com dados corretos e transparentes, especialmente para grandes clientes como bancos.

Crítico do “hype da inteligência artificial”, Reiskind afirma que ainda há muito trabalho pela frente para garantir modelos confiáveis e dados que suportem decisões eficazes. Para isso, a Mastercard adota o conceito "human in the loop", onde humanos avaliam dados para reduzir riscos.

Reiskind explica que a qualidade e a precisão dos dados são essenciais, dependendo dos objetivos específicos. Por exemplo, a confiabilidade dos vendedores é determinada através de verificações constantes por fontes internas e independentes. Em casos de suspeita de fraude, como uso indevido de chips de cartão, sistemas automatizados identificam e investigam rapidamente possíveis golpes.

Eliminando vieses, Reiskind acredita que todas as empresas com grandes volumes de dados devem seguir essa prática, pois aumenta o valor dos dados e beneficia os negócios. Ele cita que práticas de IA Responsável podem, sim, trazer lucros, alinhando-se aos objetivos estratégicos das empresas.

Quanto ao uso de dados sintéticos para resolver problemas de escassez e corrigir vieses, Reiskind é cético. Ele questiona se essa metodologia realmente funciona e se pode corrigir ou reforçar os vieses existentes. O futuro dessa prática ainda precisa ser comprovado.

Reiskind acredita que ainda estamos no início do "hype" da IA generativa. Ele espera que a realidade sobre as expectativas grandiosas da tecnologia se torne clara em breve, mostrando que, embora promissora, a IA não é uma solução mágica para todos os problemas.

Autor

Gustavo Fleming Martins

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