O fim do clique

Por mais silencioso que pareça o seu mouse, eu preciso te dizer que o clique, muitas vezes representado de forma sonora em botões-alvo de como e onde comprar, está com os dias contados.
Esse foi o maior insight que eu tive durante o bate-papo com o presidente da VTEX no Brasil, e amigo de longa data, Rafa Forte. Eu me recordo quando fizemos o primeiro negócio juntos: o objetivo era criar uma forma de vender conteúdo a preço zero, numa espécie de catálogo digital. Isso foi em meados de 2005, e já naquela época o Rafa buscava soluções à frente do nosso tempo. Criamos um modelo de aquisição de clientes a partir de conteúdo relevante para um público específico. Isso me deu uma das mais sólidas redes de contatos do mercado de impressão. Esse método expandiu e funciona até hoje muito bem, obrigado.
Passados muitos anos, um novo papo, durante a gravação de conteúdo extra em vídeo para a matéria de capa que você vai ler aqui, me gerou novas ideias. Dar atenção às entrelinhas e detalhes da fala é, sem dúvida, a mais bela forma de construir novos pensamento. E, não, o mote não é dizer que o mundo será sempre assim. Isso pode e vai além… O desafio de tirar a fricção durante o processo de compra cria formas mais fluidas. Quem diria que uma compra seria feita com apenas um clique? E como será no futuro, se o exercício for “pensou, comprou”? O fim até do clique.
Você já entendeu o que estou querendo dizer. O tempo e a tecnologia são intermediários. São as pessoas em sua forma de debate e dispostas e resolver problemas do cotidiano que vão apresentar soluções inimagináveis.
A velha máxima de que inovar é melhorar aquilo que já existe soma-se à proposta de sempre buscar fazer coisas – melhores, mais rápidas e mais baratas. A complexidade é ser cada vez mais simples. E que legal que o consumo aproxima oportunidades. Podemos ser impactados por novas experiências e conhecer destinos que jamais imaginávamos. Usar produtos que fazem parte das nossas escolhas de vida. Resolver problemas do cotidiano sem desgastes emocionais.
Ao ler a entrevista com o Rafa, você vai se dar conta de que não existe mais online e offline. Temos de atualizar o entendimento de que é um com outro, e as mudanças que vão ocorrer nos próximos anos vão impactar a vida de todos.
Sem dúvida, esta entrevista é um presente, e começamos o ano com o que há de melhor para quem está pensando em vendas e precisa da tecnologia. Você, que é executivo e empresário de grandes marcas, saiba que esta edição não chegou até você à toa.
Uma ótima leitura a todos.
E, Rafa, não tenho palavras para te agradecer.
Gratidão.
É bom ter você aqui, abrilhantando as nossas jornadas.
Marco Marcelino
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