Artigos

Procrastinar a consciência não dói, até saber o que isto significa. 

Por Marcelo Ponzoni··3 min de leitura

Durante todos estes anos de trabalho, sempre procurei observar e identificar diamantes brutos, jovens ou nem tanto, que percebo terem um conjunto de atributos naturais  já desenvolvidos, mas que principalmente tenham brilho nos olhos e extrema vontade de evoluírem em suas vidas e carreiras.  

Quando os identifico, procuro desenvolvê-los calmamente, mesmo sabendo que a  grande maioria não estará comigo no futuro, por uma simples razão, altruísmo e um sentido de devolver ao máximo para estes aspirantes, aquilo que recebi da vida.  

É notório o querer destas pessoas em desbravar suas vidas e conquistar a tão almejada independência. São ansiosos, insatisfeitos e agitados, tudo muito natural quando ainda não existe compreensão sobre diversas coisas da vida. 

Às vezes sinto eles questionando em seus pensamentos o motivo ou o ganho que tenho em investir parte do meu tempo em seus desenvolvimentos. Mal sabem eles o tamanho da recompensa por estar retribuindo a eles parte do que pude assimilar da vida até o  momento. 

No decorrer destes anos e acompanhando várias evoluções, tenho percebido algo que vale  ser explanado e colocado em discussão. É muito normal que vários destes aspirantes, desenvolvem um alto grau de compreensão a respeito de diversos termos que costumo abordar, principalmente a respeito do desenvolvimento da integridade pessoal. 

Este tópico trata especialmente sobre a verdade interna e o desequilíbrio vivido por cada um no campo íntimo, aquele local em que não existe jeitinho ou mentiras, a chamada “hora da verdade” consigo mesmo. 

Procuro orientá-los de forma prática,a desenvolverem o hábito de alinhar o  pensamento, a fala e a ação de maneira linear para queestabeleçam um equilíbrio desde o pensamento, com aquilo que prometem e como agem. 

Como muitos definem o ganho monetário como centro das decisões, é muito comum desenvolverem grandes conflitos internos, pois iniciam com pensamentos baseados em princípios universais e valores pessoais, porém, depois já começam a distorcer  suas expressões, conduzindo suas decisões e atitudes de forma totalmente desalinhadas. 

É muito normal iniciarem contínuos atos de procrastinação à consciência, em detrimento às suas buscas, destruindo assim toda integridade pessoal. 

A consequência psicológica é devastadora, iniciam processos de total desequilíbrio e consequentemente entram em prisões isoladas, pois conversar ou se abrir sobre estes acontecimentos, é algo impensado, já que abrirão sua caixa preta, ato que a maioria não tem  a menor coragem de fazê-lo. 

O meu intuito aqui, é que, por ser algo normal e frequente, falar sobre este assunto, possa  vir a colaborar não só com estes aspirantes, mas com muitas e muitas pessoas que durante a vida não falaram sobre isto e pouco conseguiram se organizar frente a estes fatos.  

Muitos, até por não terem uma conscientização do desalinhamento e do desequilíbrio que este  simples hábito pode causar em suas vidas.  

Faça um teste, alinhe esta tríade e veja você mesmo o efeito que isto pode causar em sua vida e o quanto isto pode mudar a percepção daqueles que estão a sua volta. Mudar este hábito, pode causar uma sensação de paz e equilíbrio que poucas vezes você possa ter sentido em sua  jornada. 

Tente, não custa nada, você pode se surpreender com os resultados. 

Autor

Marcelo Ponzoni

Relacionados

Artigos

O preço invisível da energia

Há uma ilusão perigosa nos debates econômicos. A de que energia elétrica é apenas mais uma conta a ser paga no fim do mês. Não é.

Por Gustavo Fleming Martins
Artigos

Aprendizagem organizacional como vantagem competitiva

Está cada vez mais evidente que a vantagem competitiva dos negócios em 2026 mudou de lugar. Não está mais em quem tem a melhor tecnologia, o melhor produto, o melhor preço. Está em quem consegue evoluir mais rápido que o próprio contexto. O desafio agora é traduzir essa intuição em prática nos negócios e a tradução exige uma definição mais precisa do que estamos chamando de aprendizagem organizacional.

Por Andrea Dietrich
Artigos

Agilidade não é mais diferencial

Quando você reúne marketing, branding, comportamento humano, produção e cadeia de suprimentos na mesma mesa, algo inevitável acontece: as narrativas se cruzam. E, quando isso acontece, padrões emergem. O que ficou evidente ali não foi uma tendência isolada. Foi um novo modelo operacional.

Por Eduardo Cristian