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A coragem que muda o mundo

Por Marco Marcelino··2 min de leitura
A coragem que muda o mundo
"Nenhum homem é uma ilha”, escreveu o poeta metafísico inglês John Donne (1572 – 1631), expressando a dificuldade que as pessoas têm de prosperar sozinhas. Mas e se só existisse você atuando no mercado em meio a uma dezena de empresas internacionais, competindo com a mais alta e sofisticada tecnologia? Superar essas dificuldades é o que promove revoluções, o que transforma cenários e o que gera novas referências na economia. Foi o que aconteceu quando, há 14 anos, surgia uma empresa com o propósito de fabricar equipamentos de impressão digital no Brasil, algo inédito e surpreendente. Mais impressionante ainda porque, aos poucos, esse empreendimento foi ganhando espaço, tendo seus produtos procurados por negócios de todos os portes – no país e também no exterior. Sim, a Ampla Digital – nosso destaque de capa – lutou por um lugar ao sol, hoje figura entre as principais empresas do setor e, por isso, merece o nosso reconhecimento. Porque ela se desenvolveu mesmo diante de todos os desafios que é conduzir uma em- presa no Brasil – desde as questões tributárias, passando pelas turbulências econômicas do país, a burocracia, e até a complexidade das formas de comunicação. E eu gostaria de aproveitar esse exemplo bem-sucedido para sugerir uma reflexão. Em primeiro lugar, convenhamos: é preciso ter muita coragem para seguir com o sonho de fazer algo tão inovador no Brasil – por mais que o sentimento seja apenas fazer o que se acredita. Você será negado por muitos, julgado por outros, pode até ser atacado por quem tem interesses distintos dos seus... Mas alguns loucos vão acreditar no seu propósito. Então pensar e agir diferente vai acabar gerando uma nova percepção, e aos poucos vai mudar a opinião de quem se recusava a ver o seu valor. Afinal, se é que há um sentido na vida, ele provavelmente está em seguir de acordo com os seus propósitos. Dinheiro não pode ser um fim em si mesmo. É preciso mais... Tem de ser divertido. Tem de gerar consumo consciente. Tem de envolver pessoas felizes. Tem de reconhecer que cada especialista tem sua importância, por mais simples que pareça a sua atividade. Um avião não sai do chão se o cara que fabrica os parafusos da aeronave for um incompetente. Da mesma forma, um produto não promove uma experiência de alegria sem que a publicidade (muitas vezes via impressão digital) crie um caso de amor por ele. Eu acredito que, quando o comprometimento vem acompanhado de emoção e de propósito, as pessoas entendem que podemos viver em harmonia e gerar benefícios reais para a humanidade. Eu acredito na inovação que melhora as nossas existências. Eu acredito na comunicação como geração de valor para as nossas empresas e negócios. E sou muito grato pelos clientes internos e externos que acreditam e compram a nossa forma de pensar e agir. Como citei no início deste bate-papo com você, leitor: ninguém é uma ilha.
Autor

Marco Marcelino

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