Respeito é bom, e a gente gosta

Respeito é bom, e a gente gosta
06/11/2018   Publicado por Marco Marcelino  

Quanto tempo você dedica a reuniões de negócios? A rua é cara e todo deslocamento acaba sendo, na verdade, uma despesa comercial. Mas nada se compara ao valor desse tempo. Você se empenha em uma, duas, três ou mais reuniões para alinhar as expectativas e construir uma relação de interesse comercial.

Aí simplesmente uma das pontas deixa de lado o retorno e o andamento simplesmente para. Quantas vezes isso tem acontecido com você nos últimos meses? Os mais radicais poderiam chamar isso de falta de respeito profissional. Mas as cobranças e o acúmulo de funções têm gerado muita ineficiência em ambos os lados de uma negociação.

Você sai de uma reunião com demandas de um projeto conjunto importante, chega ao escritório e se vê atropelado pelas tarefas urgentes… e de urgência em urgência aquela reunião vai se tornando desimportante, e você vai perdendo o fio da meada do que poderia ser uma ótima oportunidade para a sua empresa.

Questão de gestão do tempo, eu sei, mas também é uma realidade desta época de crise, quando dar conta dos trabalhos para fechar o mês no azul frequentemente parece mais essencial que se dedicar à engenharia de possibilidades futuras. Ainda assim, é preciso sair da imobilidade, ou não será possível evoluir.

Falamos em solução, mas as entregas dependem da disponibilidade da outra parte. Um vendedor pode ter a resposta, produto ou serviço capaz de mudar a sua realidade. Além do preço, ele pode estar lhe oferecendo um grande valor e uma vantagem competitiva para o negócio.

Fica então uma reflexão: como lidar melhor com as expectativas e fazer um uso mais inteligente desse grande recurso que é o seu tempo? Eu quero compartilhar uma história rápida: uma multinacional de suprimentos nos chamou no interior para três reuniões.

O pensamento era de que estávamos no caminho certo da negociação, mas logo veio um abrupto silêncio da outra parte. Ninguém é obrigado a comprar um serviço, mas deixar de dar retorno parece uma atitude um tanto quanto estranha. Meses depois, recebo uma solicitação da matriz da mesma empresa. Eles queriam encomendar uma opinião sobre o mercado em que atuam.

E aí, o que você faria? Eu confesso que muitas vezes tive o meu posicionamento influenciado pela falta de postura do outro lado. Isso já aconteceu contigo? Estar convicto da melhor oferta, mas não avançar por conta do julgamento de uma pessoa?

Me deixe saber se isso já aconteceu e o que você fez. Tenho até o final de outubro para responder à multinacional. Não farei o mesmo que eles. Logo enviarei o meu posicionamento.

Pagar na mesma moeda, embora às vezes ajude na autoestima, nem sempre é a melhor opção de negócio.





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